A história

Nos anos 70 Anta Gorda ficou conhecida como a capital da Noz-pecã. Isto ocorreu devido ao Sr. Armínio Miotto, prefeito na época, que introduziu o cultivo da nogueira ás propriedades rurais da região, pois acreditava que futuramente esta cultura poderia ser uma importante fonte de renda aos agricultores.

Para a época seria uma nova oportunidade que oferecia possibilidades mais lucrativas, por isso os agricultores logo percebiam que esta era mais uma maneira de ganhar dinheiro, ou seja, o plantio das mudas de noz-pecã exigia baixos investimentos e pouca mão de obra, que resultavam em uma porcentagem de lucro generosa, e que automaticamente se multiplicava conforme a planta se desenvolvia.

A partir disso, surgiram viveiros que se multiplicavam rapidamente, ocasionando o aumento da produtividade. Com este alto índice de produção, percebeu-se que algumas variedades eram mais sensíveis a algumas doenças, ou seja, eram danificadas facilmente e por serem frágeis mantinham a doença nos pomares. Isto ocorria, porque elas não eram selecionadas corretamente, e assim se tornavam vulneráveis prejudicando todo o pomar que automaticamente parava de produzir. Além disso, naquele tempo os estudos eram limitados e por isso, não ofereciam as condições adequadas para auxiliar o produtor rural a se re-estabilizar. Com isso, ele desistia do cultivo da nogueira à substituindo por outra alternativa que pudesse suprir as necessidades daquele momento.

Luizinho Pitol, um dos viveiristas da época, também foi atingindo pela má fase que a nogueira passou, mas acreditou nos benefícios e persistiu na readaptação da cultura no meio rural, pois tinha certeza que no futuro ela poderia se tornar resistente, produtiva e uma fonte de renda para a pequena e média propriedade.

Depois de 40 anos de estudos e pesquisas, o Viveiro Pitol é hoje referência na produção de mudas de nogueira pecã-enxertada, e tem sua propriedade registrada e patenteada no Ministério da Agricultura e Secretaria Estadual de Agricultura.